terça-feira, 24 de novembro de 2009

Afago da brisa de verão

Naquele verão algo mudou. Em meio há um mundo de fantasias, encontrou uma realidade, que tentava evitar a anos. Antes se escondia em cascas e friezas. E agora sem proteção sentia-se finalmente segura. No alto do arranha-céu, por mais frio que o vento soprasse, ela era tomada por uma intensa e constante brisa de calor. Enquanto dormia, observada por olhos zelosos, sonetos eram escritos. E todas as noites lhe criavam um sonho. Palavras passaram a tocar sua pele como nunca antes haviam feito. Conhecera um sentimento que não parecia passar. Finalmente entendera o seu sentido. Não tinha mais medo do que antes lhe era mistério e assombro. Estava plenamente feliz. No outono tudo passara a ser uma lembrança, pois era isto tudo o que poderia ser naquele momento.

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